O maior estudo sobre a segurança auto das crianças feito em Portugal.

Proteger o Futuro: A Verdade Sobre a Segurança no Carro

O maior estudo nacional da Associação Criança Segura revela um paradoxo perigoso: a enorme preocupação dos pais com a segurança não se reflete em práticas corretas, criando uma lacuna entre a intenção e a ação.

98,8%

dos pais afirmam que a segurança dos filhos no carro é uma prioridade máxima.

MAS...

A maioria desconhece regras críticas e adota práticas de risco que comprometem essa segurança.

Mitos em Ação: Os Números que Não Pode Ignorar

O Perigo Invisível do Pós-Acidente

68% dos pais envolvidos num acidente NÃO substituíram a cadeira-auto, desconhecendo o risco de danos estruturais.

A Pressa que Coloca em Risco

76% das crianças são viradas para a frente antes dos 2 anos, uma prática 5x menos segura para o pescoço e coluna.

A Roleta-Russa das Cadeiras Usadas

Apenas 19% dos pais que compram cadeiras em segunda mão verificam a data de validade do equipamento.

A Ilusão de Conhecimento

A confiança é alta, mas o teste prático revelou falhas graves no conhecimento das regras mais básicas de segurança.

Idade Mínima para Virar para a Frente

43%

Apenas 4 em 10 pais sabem que a idade mínima correta é de 15 meses (norma R129).

Os restantes 57% arriscam expor a criança a lesões cervicais graves ao fazer a transição cedo demais.

Fim do Uso Obrigatório de Cadeira

52%

Apenas metade dos pais conhece a regra final correta: 12 anos ou 135 cm de altura.

Isto leva a que muitas crianças deixem de usar a proteção adequada muito antes do tempo, aumentando o risco em caso de acidente.

A Pressa para o Perigo: A Transição Precoce para a Frente

A posição de contra-marcha é 5 vezes mais segura para a cabeça, pescoço e coluna da criança. Apesar disso, o nosso estudo revela que a transição para a posição de menor segurança é feita de forma alarmantemente precoce.

76%

das crianças portuguesas são viradas para a frente antes de completarem os 2 anos de idade.

A Prática Comum

O pico da transição ocorre entre os 12 e os 18 meses, um período em que a estrutura cervical da criança é ainda extremamente frágil.

As razões mais comuns, como o "desconforto" ou o "limite da cadeira", são muitas vezes baseadas em mitos e não em critérios de segurança.

A Prática Recomendada

Especialistas recomendam manter a criança em contra-marcha o máximo de tempo possível, idealmente até, pelo menos, aos 4 anos de idade.

Apenas uma pequena minoria de 10% segue esta prática mais segura, que oferece a máxima proteção em caso de colisão.

Um Apelo Claro por Ajuda Credível

Perante a confusão e a desinformação, o estudo mostra que os pais e cuidadores sabem exatamente onde querem encontrar respostas seguras.

65%

preferem obter informação das Autoridades.

56%

confiam em Organizações de Segurança como a ACS.

O Nosso Manifesto: Uma Estratégia Nacional de Literacia

Estes dados não culpam os pais; expõem uma falha sistémica. A ACS apela à criação de uma Estratégia Nacional de Literacia em Segurança Rodoviária Infantil para traduzir a lei em guias práticos, combater mitos e garantir que a vida de cada criança seja, verdadeiramente, a prioridade máxima em ação, e não apenas em intenção.